Diferenças e semelhanças: judeus, hebreus, sionistas, israelenses e israelitas

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Minhas considerações…

Este é um tema bastante forte (politicamente falando), que cria uma avenida de dúvidas e interpretações conforme a conjuntura e a essência política pelo qual se objetiva alcançar.
Mas, apesar de tudo, a existência do estado de Israel é uma premissa de uma realidade protagonizada pela comunidade internacional que, mesmo com a onda de perseguições sofrida pelo povo judeu em várias épocas da história da humanidade, e em várias partes do mundo e, mais recentemente durante a segunda guerra mundial, valida e torna a criação da pátria mãe judia mais que um direito histórico que, aclamado pela comunidade internacional, inclusive com o aval do governo brasileiro naquele dia inesquecível, veio a reconhecer o povo judeu com este status…
Eu não pretendo estar polemizando uma temática histórica desta envergadura, mas, pra mim, tudo é uma questão de separar o joio do trigo e, isso inclui o direito judeu á um estado pátrio que respeite o mesmo direito ao povo palestino.
O fato de Israel estar sendo governado por sionistas, não nos tira este direito mesmo como judeus religiosos, até porque uma coisa não tem nada a ver com outra, daí a premissa na separação do joio do trigo…
Sionismo é política e judaísmo é religião, mesmo assim a historia não irá pagar pedágio pela destruição do estado de Israel em substituição a criação do estado palestino demonstrado por aqueles que despejam seu ódio mortal contra os judeus em decorrência das agressões covardes praticadas pelos sionistas que governam Israel… Por isso é preciso entender que uma chamada política e pragmática como “Palestina Livre” deverá levar em conta a convivência pacífica entre os povos da região…
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É comum confundi-los ou mesmo usá-los de forma errada, estes conceitos ou adjetivos relacionados ao judaísmo e ao estado de Israel. Para evitar esse grave erro sugiro a leitura do artigo abaixo, que encontrei no Sionismo.net (que estuda o movimento que dá nome ao site e não a defende-o) – assinado por Moámmer Darman al-Muháyir, que por sua vez diferencia essas cinco definições lingüísticas fundamentais sobre a temática tratada: Judeus, Hebreus, Sionistas, Israelenses e Israelitas.
Para falar com justiça dos judeus e evitar o racismo e ideias pré-concebidas, é necessário que se entenda a diferença e o significado de cinco definições lingüísticas fundamentais: Judeus, Hebreus, Sionistas, Israelenses e Israelitas.
Em nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso.

[…]

1 – Judeus: (do latim Iudaeus, e este do hebraico yehudi). Adjetivo. Judeus são aqueles que praticam a religião conhecida como Judaísmo. O Judaísmo é uma religião que teve origem com a revelação divina da Toráh no monte Sinai a um grupo de tribos hebraicas. Judeus são aqueles que professam esta religião, independentemente da sua raça. O único e fundamental compromisso dos judeus é unicamente com Deus, estando esse pacto referido na Toráh ou Pentateuco. Segundo a Toráh e outras escrituras sagradas do Judaísmo, os judeus foram exilados de Palestina (antes Canaã) há mais de mil anos por vontade divina, como castigo por terem abandonado os deveres religiosos para com Deus. Desde então, os judeus estão mortalmente proibidos de se aproximarem da zona do Monte do Templo, onde antigamente estava o Sinédrio, ou Templo, na época dos Macabeus; a Toráh e o Talmude proíbem que os judeus formem um Estado, um país independente ou forcem terminar o exílio. Eles acreditam que o seu exílio terminará pacificamente com a vinda do Messias (P e B), numa época ideal na qual todos os povos do mundo se unirão em paz ao serviço do Criador. Estas são as autênticas crenças históricas dos judeu, como bem o explicam as poucas comunidades que atualmente os representam e quem as negue, NÃO É JUDEU.

Isto foi explicado e clarificado por algumas das organizações que verdadeiramente representam a posição do Judaísmo histórico no mundo atual, como Satmar Hassidic e Neturei Karta.

Alguns anos depois da composição deste artigo, encontrei uma interessante explicação sobre este tópico publicada pelo Centro Virtual Cervantes de Língua Espanhola, que confirma o ponto de vista exposto neste artigo.

2 – Israelitas: Adjetivo. Termo proveniente da Bíblia, com que se tem designado historicamente o povo judeu.

3 – Hebreus: Do latim Hebraeus, e este do hebraico ‘ibri, e este talvez proveniente do acádio hapirum, pária, vagabundo, transumante. Adjetivo. Designação histórica de um povo nómada do deserto, oriundo do Médio Oriente. Os hebreus são uma etnia, raça ou povo, com padrões genéticos e características físicas próprias e distintas de outros povos. Assume-se geralmente que a maioria dos hebreus praticam o Judaísmo, mas a verdade é que uma grande parte não são judeus, hoje em dia, talvez a maioria. E tal como atualmente a maioria dos muçulmanos não são árabes, muitos judeus não são hebreus, como também muitos hebreus não são judeus, mas sim ateus, cristãos, sionistas, comunistas ou muçulmanos.

Pode-se ser hebreu sem ser judeu, não praticando o Judaísmo; e se pode ser judeu sem ser hebreu, através da conversão ao Judaísmo, sendo de outra raça qualquer, como no caso das comunidades negras de judeus na Etiópia.

4 – Sionista: Adjetivo. É a pessoa que adere ao movimento político do Sionismo, um movimento nacional socialista hebraico originado por descendentes de judeus europeus (ashkenazis), que se tornaram laicos ou apostataram do Judaísmo, cujo objetivo fundamental, após a queda do Terceiro Reich no século XX, foi a colonização forçada da Palestina para fundar aí um Estado hebraico, a qual se levou a cabo mediante repressão e assassinatos, uma vez que Palestina nunca esteve desabitada. De início este movimento foi seriamente resistido no mundo judeu e os rabinos ortodoxos o declararam “um partido ou seita herege, apóstata e anti-judeu”. Atualmente o acusam de racista por professar uma ideologia de ódio aos árabes e de praticar o genocídio e limpeza étnica na Palestina. Os kibuts “socialistas”, tão publicitados nos anos 60, 70 e 80, foram uma forma de enganar a população, propondo no início uma convivência idealista que os palestinos lamentavelmente aceitaram, pois sentiram que as suas condições de vida iriam melhorar. O Sionismo foi racista e supremacista desde o início. Sua plataforma política implica o extermínio ou deportação dos não israelenses (pt, israelitas), sejam ou não judeus, para conseguir a criação do “Grande Israel”, que abrangeria parte de Síria e outras nações limítrofes, como se pode entender das declarações dos seus principais líderes e ideólogos, como Ben Gurión e Golda Meir.

O movimento sionista começou então uma forte propaganda política entre as comunidades judaicas do mundo, agitando o fantasma do anti-semitismo e assegurando que nenhum judeu está seguro fora de Israel. O movimento foi ganhando adeptos entre os hebreus e algumas comunidades de judeus, que foram abandonando os princípios do Judaísmo e substituindo a lealdade a Deus e à sua religião histórica pela lealdade política a um Estado.

5 – Israelense (1) : Adjetivo. Cidadão habitante e leal ao Estado de Israel. Não se deve confundir com o adjetivo “israelita”, que ainda hoje se utiliza para se designar os judeus.

Conclusão

Uma pessoa pode ser hebréia, sionista e israelense. Pode ser cristã, chinesa e sionista. Uma pessoa pode ser israelense, cristã e de origem ariana. Mas jamais pode ser judeu e sionista simultaneamente, porque os fundamentos do Judaísmo e do Sionismo contradizem-se, como explicam as organizações de judeus ortodoxos antes mencionadas, que têm esclarecido a diferença fundamental entre Sionismo e Judaísmo: (http://www.nkusa.org/foreign_language/spanish/UASR.cfm).

A ideia de que “judeu” e “sionista” são sinônimos é una falácia inventada pelo movimento sionista para diminuir as comunidades judaicas dispersas pelo mundo e transladá-las para Palestina, convidando os judeus a desconhecer a proibição de Deus e dos seus sábios, dizendo-lhes que na realidade o Judaísmo não é religião mas sim uma cultura e um conjunto de tradições, o que é absolutamente falso. Engano este que o mundo parece acreditar, inclusive árabes e muçulmanos, chamando judeus aos sionistas e vice-versa.

Por último, à luz do exposto, Israel não pode ser lingüísticamente denominado como um “Estado Judaico”.

A maioria dos hebreus e judeus em geral têm muitas dúvidas sobre tudo o que diz respeito a Israel; alguns estão contra e outros estão a favor da sua existência como Estado, mas são poucos os que defendem Israel sem reservas e justificam os seus crimes. Quanto aos sionistas, a maioria deles não são nem judeus nem de origem hebraica. Inclusive, como é do conhecimento público, as igrejas evangélicas da América Latina são abertamente sionistas.

Nota do tradutor: Em português do Brasil e em língua castelhana, a diferença entre israelense (israelí em castelhano) e israelita é facilmente identificada. Em português europeu o termo “israelitas” refere-se aos cidadãos do estado de Israel e também ao termo bíblico referente ao povo judeu.

A Tradução é do site Sionismo.Artigo traduzido a partir do site WebIslam.

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