Centrais pelegas “chapa branca”, com apoio da CONLUTAS, marcam dia nacional de “luta” como arremedo de Greve Geral

centrais sindicais

Por Liga Bolchevique Internacionalista

O conluio das cúpulas da burocracia sindical (esquerda e direita) reuniu-se hoje (25/06) em São Paulo para decidir como “esfriar” as mobilizações em curso e na sequência manter afastada a real possibilidade da realização de uma verdadeira greve geral no país.

CUT, CTB, Força Sindical, UGT, CGTB, NCST (a nata do sindicalismo “amarelo”) somados a CONLUTAS deliberaram organizar: “atos conjuntos – do movimento sindical e social – no próximo dia 11 de julho em todo o País” (Site da CUT).

Logo após o anúncio das centrais, chamava atenção a data e o caráter da “mobilização” convocada para mais de quinze dias depois da reunião, enquanto o país atravessa um “pico” de protestos que explodem a cada dia sem a necessidade de “grandes” preparativos.

Enquanto havia uma expectativa da convocação de uma greve geral de verdade, para colocar a classe trabalhadora no centro da conjuntura nacional, a pelegada resolveu diluir a ação do proletariado a um “dia de manifestações” com o claro objetivo de consumar um lobby sobre o governo neoliberal do PT.

Por sinal, a grande preocupação dos dirigentes sindicais presentes no encontro era exatamente a reunião agendada com a presidente Dilma para a próxima quarta-feira (26/06), onde apresentarão a limitada pauta consensuada entre a burocracia, que sequer exige uma imediata reposição salarial diante das perdas e se omite da reivindicação da elevação do atual salário mínimo que leva a miséria para a maioria dos trabalhadores menos “qualificados” do mercado.

A mídia “murdochiana” não tardou para anunciar a suposta “greve geral”, com o objetivo de desmoralizá-la no momento certo, além do esforço dos reformistas em desviar a radicalidade do momento em pequenas “paralisações” localizadas que não terão a capacidade de galvanizar o conjunto do proletariado.

Em um período onde o movimento de massas já demonstrou que é possível sim arrancar vitórias parciais, como a redução nas tarifas do transporte, chega a parecer uma grotesca fraude política a pauta de reivindicações apresentada pelas burocracias sindicais que sequer contempla a exigência de um aumento geral de salários, incluindo um reajuste emergencial digno para o “mínimo”.

Em pleno quadro de “arrocho salarial” promovido pela equipe econômica palaciana e ameaça do retorno da inflação para a cesta básica, o movimento operário deve levantar a bandeira de escala móvel de salários como uma reivindicação fundamental.

Mas a plataforma das jornadas de “luta” do dia 11 aponta no sentido oposto, sequer denuncia a política de privatizações de nossos recursos naturais para beneficiar as transnacionais imperialistas, e no lugar da denúncia deste governo entreguista do PT pedem apenas “mudanças nos leilões de petróleo”. Que as centrais pelegas atuem desta forma, algumas inclusive ligadas à Tucanalha, nenhuma surpresa.

O mais escandaloso é o PSTU/CONLUTAS avalizar esta “operação desmonte”, orientando as entidades de sua “base” a fecharem acordos rebaixados na mesma semana de maior combatividade das manifestações, como foi o caso do importante sindicato dos rodoviários de Fortaleza.

O movimento nacional dos protestos de rua atravessa uma encruzilhada política, com o afluxo massivo cada vez maior de setores ultrarreacionários da classe média. Como verdadeiros cães hidrófobos estes segmentos sociais se proliferam aos milhares nas redes sociais, destilando ódio de classe ao PT e tudo mais que lhes pareça de esquerda.

Impulsionados pela pauta “verde e amarela” imposta pelo PIG nas manifestações, os “mauricinhos” da pequena burguesia em aliança com turbas neofascistas tem indiscriminadamente atacado fisicamente militantes da esquerda socialista e comunista, independente da “filiação” ou não ao governo Dilma.

Ao abraçar bandeiras totalmente alheias ao movimento operário, de cunho moralista e “patrioteiro”, estas mobilizações podem se desviar à direita, servindo a interesses da oligarquia conservadora dominante e seu braço midiático, o PIG.

Este arco por sinal já obteve uma primeira vitória ao galvanizar uma parcela dos protestos em torno da “luta” contra a PEC 37 (derrotada hoje no congresso), uma tentativa de limitar os “superpoderes” da corja reacionária do ministério público, comandada pelo “funcionário” da famiglia Marinho, Roberto Gurgel. Outra sinistra figura criada pelo PIG no espetaculoso julgamento do chamado “mensalão”, o “herói” Joaquim Barbosa, tenta viabilizar sua candidatura à presidência da república (plano “B” da oligarquia), “surfando” com folga na preferência majoritária dos manifestantes da classe média.

Desgraçadamente a esquerda revisionista tem avaliado como “muito progressista” o sentimento anticomunista, travestido de apartidarismo, da grande maioria dos manifestantes da pequena burguesia.

Esta esquerda, caudatária da destruição contrarrevolucionária da URSS, afirma ser plenamente justa a rejeição dos partidos “socialistas” em função da desmoralização popular do PT após dez anos de gestões burguesas a frente do Estado capitalista.

Seria então a chamada “crise de representação” um fenômeno positivo para a evolução da consciência de classe? Pensamos exatamente o contrário!

A ausência de uma referência do socialismo para as massas no mundo inteiro é um fenômeno extremamente retrógrado e bem mais profundo do que simplesmente o desgaste sofrido pelo PT no Brasil.

A derrota das conquistas operárias sofridas nos países do Leste europeu pelas mãos da ofensiva neoliberal do imperialismo gerou consequências trágicas para a consciência de classe do proletariado mundial, e a “onda” nacionalista reacionária nas manifestações é consequência direta disto.

É bem verdade que a adaptação do PT ao regime bastardo da “democracia dos ricos” ajudou nesta “fervura” contrarrevolucionária do atraso, mas também é igualmente criminosa a atual integração do revisionismo ao PIG em sua campanha “murdochiana” contra os governos nacionalistas, Kadaffi, Chávez, Assad etc… contribuindo para entorpecer a compreensão da vanguarda de esquerda em mundo pós “guerra fria”.

Os marxistas revolucionários estabelecem uma árdua batalha política no “pântano” da mitigação do movimento, com nossos instrumentos de clarificação programática, para que as mobilizações nacionais em curso não se transformem em enorme “CANSEI”.

Por isso não cessamos de enfatizar que a classe operária e seus aliados históricos devem assumir o protagonismo da polarizada conjuntura nacional, com seus próprios métodos e programa, irrompendo no cenário político até então disputado pelo discurso ultrapassado da oposição Demo-Tucana e a demagogia inócua do governo da Frente Popular.

A tarefa da organização de uma verdadeira greve geral de massas se mantém totalmente vigente, ainda mais agora com a panaceia de “paralisações” (27/06 e 11/07) chamada pela CONLUTAS e a “federação” das burocracias sindicais.

A “marolinha” distracionista da CUT e afins deve ser contraposta com a organização de base na preparação de uma vigorosa paralisação inicial de 48 horas das categorias mais importantes do país, rumo a uma jornada nacional de “braços cruzados” por tempo indeterminado.

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ENCONTROU JESUS É O CARALHO!!! CURA GAY, CURA BANDIDO, CURA CHARLATANISMO, CURA CORRUPCAO, CURA 171, CURA SONEGACAO, CURA ENRIQUECIMENTO ILICITO!

 Da licença mané,  Cura gay? Vai curar a tua alma com o capeta!!!

ENCONTROU JESUS É O CARALHO!!!

Evangélicos aterrorizam]
Não eximo a Igreja Católica
Pelo contrário
Mãe de toda desgraça
Todavia
Contudo
Entretanto
EvangélicosFiéis

Silgas Malfalares da vida
Esses
Com tetos de vidros
Templos desabantes

É!
A casa caiu
Ruiu
O telhado
Ploft

Em outros tempos
Chutavam Santas
Brããbouos e whatevers

Em seus iates
Helicópteros
Jatinhos cheios de putas

Vivem rindo fiéis
Depositantes de dízimos
Rasgando dinheiro

O próprio dinheiro
Favelados pagam não tendo

Para serem perdoados
Perdoados do quê
Se ganha muito dinheiro em nome da fé
Jesus me ama
Jesus me ama é o caralho!
Não venham com papo de Jesus
Não preciso de intermediários, interpretando em causa própria.

Tiro na testa dos Silgas Malfalares

Pastores

Pastores de cu é rola

Coitado de Jesus, o verdadeiro!

Livre arbítrio

Eu acredito em livre arbítrio
O Jesus usado pelas Igrejas para fins contrários a tudo que o próprio pregou

Esse Jesus eu quero que se foda

…Eee…

Os sociopatas

Usam Jesus para dissimular sua essência

Pagam dízimos
Pronto
Agora são melhores do que eu
Escondendo-se no falso sublimar
É mole

Eu mato

Estupro
Roubo
Pago o dízimo



Silgas Malfalares diz eu ter encontrado Jesus
É
Seus problemas acabaram
Mate hoje
Encontre Jesus amanhã!Tudo certo
Tá de sacanagem!

Canalhas a um piscar de cu pra sucumbirem

Convencer-me…
Nunca!

Preferia mil vezes quando a professora da academia assumia-se vadia

Tinha dois namorados

Chupava meu pau

Ela era feliz
Agora encontrou Jesus
Vive lendo a bíblia
Pregando
Cabisbaixa

Isso resolve tudo

Hahaha…

E o meu vizinho
Tinha um esquema de roubo de carros
Todo mundo sabia
Falava com geral
Vivia rindo
Sempre com lindas mulheres

Também encontrou Jesus

Vive na Praça General Osório

Sozinho
Tenho medo desses sociopatas regenerados

Eram mais honestos antes de encontrar Jesus

Não se negavam
Por isso digo e repito

Encontrou Jesus é o caralho!


Texto de Pablo Treuffar


ENCONTROU JESUS É O CARALHO by Pablo Treuffar is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.


Based on a work at pablotreuffar.blogspot.com.

Por que os Marxistas se Opõem ao Terrorismo Individual

leontrotsky

Leão Trotsky

Novembro de 1911


Primeira Edição: Novembro 1911 no Der Kampf, mensário teórico da Social Democracia Austríaca.
Direitos de Reprodução: Marxists Internet Archive (marxists.org), 2005. A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente garantida nos termos da GNU Free Documentation License.


Nossos inimigos de classe têm o costume de queixar-se de nosso terrorismo. Eles gostariam de por o rótulo de terrorismo a todas as ações do proletariado dirigidas contra os interesses do inimigo de classe. Para eles, o método principal de terrorismo é a greve. A ameaça de uma greve, a organização de piquetes de greve, o boicote econômico a um patrão super explorador, o boicote moral a um traidor de nossas próprias filas: tudo isso e muito mais é qualificado de terrorismo. Se por terrorismo se entende qualquer coisa que atemorize o prejudique o inimigo, então a luta de classes não é outra coisa senão terrorismo. E o único que resta considerar é se os políticos burgueses têm o direito de proclamar sua indignação moral acerca do terrorismo proletário, quando todo seu aparato estatal, com suas leis, polícia e exército não é senão um instrumento do terror capitalista.

No entanto, devemos assinalar que quando nos jogam na cara o terrorismo, tratam, ainda que nem sempre de forma consciente, de dar-lhe a esta palavra uma sentido mais estrito, menos indireto. Por exemplo, a destruição das máquinas por parte dos trabalhadores é terrorismo neste sentido estrito do termo. A morte de um patrão, a ameaça de incendiar uma fábrica ou matar o seu dono, o atentado a mão armada contra um ministro: todos estes são atos terroristas no sentido estrito do termo. Não obstante, qualquer um que conheça a verdadeira natureza da social-democracia internacional deve saber que ela tem se colocado em oposição da maneira mais irreconciliável a esta classe de terrorismo.

Por que? O “terror” mediante a ameaça ou a ação grevista é patrimônio dos operários industriais ou agrícolas. O significado social de uma greve depende, em primeiro lugar, do tamanho da empresa ou ramo da indústria afetada; em segundo lugar, do grau de organização, disciplina e disposição para a ação dos operários que participam. Isto é certo tanto em uma greve econômica ou política. Segue sendo o método de luta que surge diretamente do lugar que na sociedade moderna ocupa o proletariado no processo de produção.

Para desenvolver-se, o sistema capitalista requer uma superestrutura parlamentar. Porém ao não poder confinar o proletariado em um gueto político, deve permitir cedo ou tarde, sua participação no parlamento. Nas eleições se expressa o caráter de massa do proletariado e seu nível de desenvolvimento político, qualidades determinadas por seu papel social, sobretudo por seu papel na produção.

Do mesmo modo que numa greve, nas eleições o método, objetivos e resultado da luta dependem do papel social e da força do proletariado como classe. Somente os operários podem fazer greve. Os artesãos arruinados pela fábrica, os camponeses cuja água envenena a fábrica, os lumpen-proletários em busca de um bom botim, podem destruir as máquinas, incendiar a fábrica ou assassinar o dono.

Somente a classe operária consciente e organizada pode enviar uma forte representação ao parlamento para cuidar dos interesses proletários. No entanto, para assassinar a um funcionário do governo não é necessário contar com as massas organizadas. A receita para fabricar explosivos é acessível a todo o mundo, e qualquer um pode conseguir uma pistola.

No primeiro caso, há uma luta social, cujos métodos e vias se desprendem da natureza da ordem social imperante; no segundo, uma reação puramente mecânica que é idêntica em todo o mundo, desde a China até a França: assassinatos, explosões, etc., porém totalmente inócua em relação ao sistema social.

Uma greve, inclusive uma modesta, tem conseqüências sociais: fortalecimento da auto-confiança dos operários, crescimento do sindicato, e, com não pouca freqüência, uma melhora na tecnologia produtiva. O assassinato do dono da fábrica provoca apenas efeitos policiais, ou uma troca de proprietário desprovida de toda significação social.

Para que um atentado terrorista, mesmo um que obtenha “êxito”, crie confusão na classe dominante, depende da situação política concreta. Seja como for, a confusão terá vida curta; o estado capitalista não se baseia em ministros de estado e não é eliminado com o desaparecimento deles. As classes a que servem sempre encontrarão pessoas para substituí-los; o mecanismo permanece intacto e em funcionamento.

Todavia, a desordem que produz um atentado terrorista nas filas da classe operária é muito mais profunda. Se para alcançar os objetivos basta armar-se com uma pistola, para que serve esforçar-se na luta de classes? Se um pouco de pólvora e um pedaço de chumbo bastam para perfurar a cabeça de um inimigo, que necessidade há de organizar a classe? Se tem sentido aterrorizar os altos funcionários com o ruído das explosões, que necessidade há de um partido? Para que fazer passeatas, agitação de massas, eleições, se é tão fácil alvejar um ministro desde a galeria do parlamento?

Para nós o terror individual é inadmissível precisamente porque apequena o papel das massas em sua própria consciência, as faz aceitar sua impotência e volta seus olhos e esperanças para o grande vingador e libertador que algum dia virá cumprir sua missão.

Os profetas anarquistas da “propaganda pelos fatos” podem falar até pelos cotovelos sobre a influência estimulante que exercem os atos terroristas sobre as massas. As considerações teóricas e a experiência política demonstram o contrário. Quanto mais “efetivos” forem os atos terroristas, quanto maior for seu impacto, quanto mais se concentra a atenção das massas sobre eles, mais se reduz o interesse das massas por eles , mais se reduz o interesse das massas em organizar-se e educar-se.

Porém a fumaça da explosão se dissipa, o pânico desaparece, um sucessor ocupa o lugar do ministro assassinado, a vida volta à sua velha rotina, a roda da exploração capitalista gira como antes: só a repressão policial se torna mais selvagem e aberta. O resultado é que o lugar das esperanças renovadas e da excitação artificialmente provocada vem a ser ocupado pela desilusão e a apatia.

Os esforços da reação para por fim às greves e ao movimento operário de massas tem culminado, geralmente, sempre e em todas as partes, no fracasso. A sociedade capitalista necessita um proletariado ativo, móvel e inteligente; não pode, portanto, ter o proletariado com os pés e mão atados por muito tempo. Por outro lado, a “propaganda pelos fatos” dos anarquistas tem demonstrado cada vez mais que o estado é muito mais rico em meios de destruição física e repressão mecânica que todos os grupos terroristas juntos.

Se assim é, o que acontece com a revolução? Fica negada ou impossibilitada? De maneira nenhuma. A revolução não é uma simples soma de meios mecânicos. A revolução somente pode surgir da intensificação da luta de classes, sua vitória e garantida somente pela função social do proletariado. A greve política de massas, a insurreição armada, a conquista do poder estatal; tudo está determinado pelo grau de desenvolvimento da produção, a alienação das forças de classe, o peso social do proletariado e, por último, pela composição social do exército, posto que são as forças armadas o fator que decide o problema do poder no momento da revolução.

A social-democracia é bastante realista para não desconhecer a revolução que está surgindo das circunstâncias históricas atuais; pelo contrário, vai ao encontro da revolução com os olhos bem abertos. Porém, diferentemente dos anarquistas e em luta aberta com eles, a social-democracia rechaça todos os métodos e meios cujo objetivo seja forçar o desenvolvimento da sociedade artificialmente e substituir a insuficiente força revolucionária do proletariado com preparações químicas.

Antes de elevar-se à categoria de método para a luta política, o terrorismo faz sua aparição sob a forma de ato individual de vingança. Assim foi na Rússia, pátria do terrorismo. O açoitamento dos presos políticos levaram Vera Zasulich a expressar o sentimento de indignação geral com um atentado contra o general Trepov. Seu exemplo repercutiu entre a intelectualidade revolucionária, desprovidas do apoio das massas. O que começou como um ato de vingança perpetrado em forma inconsciente foi elevado a todo um sistema em 1879-1881. As ondas de atentados anarquistas na Europa Ocidental e América do Norte sempre se produzem depois de alguma atrocidade cometida pelo governo: fuzilamentos de grevistas ou execuções de opositores políticos. A fonte psicológica mais importante do terrorismo é sempre o sentimento de vingança que busca uma válvula de escape.

Não há necessidade de insistir que a social-democracia nada tem a ver com esses moralistas a soldo, que, em resposta a qualquer ato terrorista, falam somente do “valor absoluto” da vida humana. São os mesmos que em outras ocasiões, em nome de outros valores absolutos, por exemplo, a honra nacional ou o prestígio do monarca estão dispostos a levar milhões de pessoas ao inferno da guerra. Hoje, seu herói nacional é o ministro que dá a ordem de abrir fogo contra os operários desarmados, em nome do sagrado direito à propriedade privada; amanhã, quando a mão desesperada do operário desempregado cerre o punho ou se apodere de uma arma, falarão sandices sobre o inadmissível que é a violência em qualquer de suas formas.

Digam o que digam os eunucos e fariseus morais, o sentimento de vingança tem seus direitos. Fala muito bem a favor da moral da classe operária a não contemplação indiferente do que ocorre neste, o melhor dos mundos possíveis. Não extinguir o insatisfeito desejo proletário de vingança, mas, pelo contrário, avivá-lo uma e outra vez, aprofundá-lo, dirigi-lo contra a verdadeira causa da injustiça e a baixeza humanas: essa é a tarefa da social-democracia.

Nos opomos aos atentados terroristas porque a vingança individual não nos satisfaz. A conta que nos deve pagar o sistema capitalista é demasiado elevada para ser apresentada a um funcionário chamado ministro. Aprender a considerar os crimes contra a humanidade, todas as humilhações a que se vêem submetidos o corpo e o espírito humanos como excrescências e expressões do sistema social imperante, para empenhar todas nossas energias em uma luta coletiva contra este sistema: essa é a causa na qual o ardente desejo de vingança pode encontrar sua maior satisfação moral

Carta de um ex-integrante do MPL aos integrantes do MPL

 De minha parte, parabens ao MPL, mas que nao cometam os erros do passado…

De “aparencia ” nao partidaria, na pratica era dirigido por liderancas da UJS (PCdoB) que traicoeiramente levaram as lutas do coletivo da juventude estudantil para apoiarem o Esperidiao Amin PP camaleao, antiga ARENA (partido oficial da Ditadura Militar).

 Bem, em Floripa todos sabemos que os algozes do transporte coletivo e da mobilidade urbana, que incluia o transporte maritimo, e a dinastia do careca que, contrariando a lei maior impediu a licitacao publica prevista em 1999.

Desta forma iniciou-se a revolta das catracas com o seu apice no ano de 2005. Na epoca eu fazia o curso de Gestao Imobiliaria nas Faculdades Energia (FEAN) e cheguei a participar das manifestacoes no dia de maior repressao.

Ocorre que mais a frente veio a decepcao com os encaminhamentos nas eleicoes municipais que se apresentaram…

Neste apoio de jaguaras o slogan era:

PCdoB e Amin, antiga ARENA 2008

 

PCdoB apóia Esperidião Amin do PP, antiga ARENA, no segundo turno da eleição à prefeitura de Florianópolis

Na ultima eleicao, tardiamente o PCdoB/UNE/UBES apoiou a candidatura de Gean Loureiro que defendia a tarifa zero. Seu projeto previa subsidio total dos custos da passagem. Governam a prefeitura da cidade de Florianopolis a dupla Cesar Souza Junior e Joao Amin (este ultimo filho de Esperidiao Amin candidato do PCdoB na eleicao anterior).

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Carta de um ex-integrante do MPL aos integrantes do MPL

Por Passe Livre em 13/06/2013 às 00:00

Há 10 anos, embalados pela faisca dos movimentos contra o aumento das tarifas de transporte em Salvador (Revolta do Buzu) e em Florianópolis (Revolta da Catraca) foi fundado um movimento, composto em sua grande maioria por jovens, que vem abalando algumas cidades brasileiras e ganhando espaço no cenário internacional.

Uma dessas cidades, São Paulo, é o centro nervoso do capitalismo brasileiro e parte dela representa o que há de mais conservador, segregrador e elitista na nossa sociedade.

 Em 2005, no Fórum Social Mundial, foi realizado a plenária nacional que fundaria a “carta magna” do Movimento Passe Livre (MPL).

 Naquela época não havia as redes sociais de hoje, mas já usufruiamos das publicações abertas na Internet do Centro de Mídia Independente assim como de blogs e home-pages: chegamos a formar núcleos em cerca de 30 cidades brasileiras, realizamos três encontros nacionais, produzimos jornais impressos, produzimos livros (“A Guerra da Tarifa”, 2004), tivemos “lideranças” presas e ganhamos passe livre em cidades como Florianópolis e Rio de Janeiro.

 Floripa naquela época era nossa São Paulo de hoje, e Marcelo Pomar, Matheus de Castro e Leo Vinícius a tríade que conseguia muito bem “mandar obedecendo”, a máxima zapatista que vai de encontro ao principio de horizontalidade do MPL.

 Hoje, quase 10 anos depois, não mais como um estudante, vivencio ao meus 28 anos um momento histórico que já está sendo denominado de “Revolta do “Vinagre” ou “da Salada”, em referência ao vinagre apreendido pela polícia do Alckmin – polícia que carrega no brasão uma estrela em alusão à ditadura militar.

 Posso sentir, daqui, o cheiro de gás lacrimogêneo e o barulho das balas de borrachas atiradas covardemente por essa polícia tucana carregada de ranso ditatorial. É desse cheiro de gás, de vinagre..desse incômodo pertubador que essa carta nasce.

 Ela não é dirigida a vocês para ser uma espécie de “luz” entre fumaças brancas e os fogos das barricadas; é dirigida a vocês para falar de alguns erros do MPL da nossa época para que se possa “errar melhor”.

 Há um poeta que diz: “Tente denovo, erre denovo, erre melhor”. Conversando com um amigo que foi preso e torturado na ditadura militar, ele me disse algo parecido com a frase desse poeta. Ele, que já passou 8 anos em um presídio por ser um “subversivo”, me falou que não deveríamos ter medo de errar: “Alexandre, a sua geração tem o dever de tentar denovo e até errar.

 Mas agora não podem e não devem repetir os mesmos erros”, me confessou.

  Hoje sou psicólogo, continuo no ativismo, mas sinto-me um pouco, como ex-membro do Movimento Passe Livre, numa posição parecida com essa do meu amigo ao ver integrantes do MPL, de 19 anos, dando entrevistas, furando o cerco midiátio tão difícil pra gente naquela época e realizando um grande movimento histórico. É de se orgulhar ver, em meio ao nervosísmo da voz desses companheiros, a contudência de suas decisões e a firmeza de seus posicionamentos.

 Pois bem, estou um pouco por fora da conjuntura do MPL nesse exato momento e nem quero fazer análises que surgem aos montes nesse momento…queria mesmo dizer para não repetirem alguns erros nossos que possibilitaram a dissolução do nosso núcleo daqui. A primeira coisa é: saibam diferenciar os oportunistas e os discursos conservadores que tentam se apropriar do povo na rua.

 Desconfiem de quem aparece, de uma hora pra outra, com novas bandeiras como o generalizado “combate à corrupção”, de “ódio aos políticos e a política” e coisas do gênero. Tirando os jovens que estão iniciando suas militâncias agora, desconfiem de nacionalismo exarcebado e das figuras que não tem e nunca tiveram próximos de movimentos sociais.

 Em tempos de primaveras árabes até a Revista Veja já estampou em sua capa a imagem do “V de Vingança” trazendo implicitamente um discurso conservador e golpista. É contra o conservadorismo e pela revogação do aumento da tarifa que o MPL deve lutar.

 Como comentou o colega Marcelo Pomar, agora no seu post na rede social, a pauta é clara:

 Por um Transporte Público, Gratuito e de Qualidade; Contra o Estatuto do Nascituro e Redução da maioridade Penal; Pelo direito à Memória, Verdade e Justiça contra os crimes da Ditadura Militar; pela Reforma Agrária e Urbana; pela igualdade ampla e irrestrita entre homens e mulheres; pela livre orientação sexual; e pelos Direitos Humanos contra a barbárie da repressão na cidade, no campo, e contra os indígenas.

 Nunca, nunca esqueçam isso…

Não se prendam e se desgastem em disputas internas: agora há pouco vi uma matéria pontuando que o “serviço secreto da PM” havia dito que tal partido recrutava alguns militantes. Uma matéria boba e banal com o único objetivo de partir a unidade que vocês tem conseguido. As disputas são normais e até saudáveis em um movimento, mas não devem ser o foco.

 E ninguém mais que vocês mesmos para saberem quais seus reais objetivos. Atentem-se, obviamente para seus princípios, mas não deixem que virem dogmas ou fundamentalismos. Apartidarismo não quer dizer anti-partidarismo: companheiros de partidos são importantes também na luta e na hora que o bicho pega, quando menos se espera, estão ao seu do lado.

 Outra coisa: não se apaixonem por si mesmos. A história está sendo redesenhada. Mas acreditem: o difícil é manter a luta depois que a “fumaça baixar”…é ai que reside o verdadeiro desafio da luta revolucionária e dos movimentos sociais.

 Por fim, nesse exato momento estou me dirigindo às ruas, daqui de Fortaleza-CE, para participar de uma manifestação em apoio ao ato de vocês e contra a repressão da polícia militar de São Paulo e do Rio de Janeiro. Estamos em solidariedade incondicional ao movimento e, talvez, iniciando uma mobilização de proporções não vistas há muito tempo…Mas essa mobilização deve ser abaixo e à esquerda, deve saber olhar pra trás, não repetir os mesmos erros do passado e sempre pensar: amanhã vai ser maior!

 Estamos vencendo!

 Fortaleza, 17 de junho de 2013

 Alexandre de Albuquerque Mourão (alexzapa) – (Centro de Midia Independente, Coletivo Aparecidos Políticos)

Milícia anticomunista agride e expulsa militante do PCR do ato na Sé. A resposta do movimento deve ser a adoção de um programa socialista diante do esgotamento do regime burguês!

Por Liga Bolchevique Internacionalista
Nesta tarde de 18/06 em mais um ato na Praça da Sé no centro de São Paulo contra o aumento das tarifas de transporte público, um militante do Partido Comunista Revolucionário (PCR) foi agredido e expulso da manifestação por estar erguendo a bandeira vermelha do seu partido. 
 
A ação de caráter anticomunista partiu de milicianos neofascistas que agora passaram a integrar, em conjunto com policiais infiltrados e provocadores de direita, os protestos nas principais cidades do país.
 
 Portando bandeiras do Brasil e cartazes contra a presença de organizações de esquerda nas mobilizações, estes milicianos anticomunistas contam com o apoio político do “PIG” que os considera como a ala “pacífica e patriótica” do movimento nacional dos manifestantes. 
 
A mídia “murdochiana” especialista em fraudar a realidade, não para de tecer elogios ao que já considera a maioria “democrática” das mobilizações, ou seja os neofascistas da classe média que destilam seu ódio de classe a tudo que lhes pareça de esquerda. 
 
Não por coincidência, o novo garoto propaganda da Globo, o ex-LIBELU Demétrio Magnoli, vociferou nesta mesma noite contra o que considera de “filhotes Chavistas” encastelados nas estruturas de “poder” do Estado brasileiro e em apoio ao antipartidarismo das manifestações que tomaram conta do país.

 

Diante das provocações da direita golpista, que tenta hegemonizar o movimento, algumas correntes revisionistas, como o PCO, vem defendendo o estabelecimento de uma frente única da esquerda. 
 
A “proposta” revela antes de mais nada uma grotesca caricatura do que foi a defesa feita por Trotsky da frente única operária contra o fascismo. 
 
Defender uma frente política significa em primeiro lugar identificar o mesmo inimigo comum, e este não é o caso do PSOL, PSTU e nem mesmo do PCO, que estão na mesma barricada da OTAN e da reação imperialista na guerra da Líbia, Síria e Líbano. 

Estes setores tampouco identificam o “PIG” como um inimigo comum e que está por trás das ações neofascistas. 
 
O PSTU, também alvo dos anticomunistas, chega ao cúmulo de defender o direito “democrático” dos neofascistas portarem suas bandeiras nas manifestações, afinal de contas são aliados políticos desta escória em Cuba, Venezuela e na Síria. 
 
Como se pode aferir, conformar uma unidade de ação com estes revisionistas, “amigos” de blogueiras da CIA é de uma completa inutilidade política e nada tem a ver com verdadeira frente única operária defendida por Trotsky, que afirmava que o fascismo deve se enfrentado com métodos de guerra civil.

 

A alternativa que se coloca para derrotar a direita e as milícias anticomunistas que estão se formando, é a adoção de uma plataforma revolucionária e socialista para o movimento, neste sentido deve ser construída urgentemente uma direção classista, com os melhores ativistas iniciais do Movimento do Passe Livre. 
 
Dotar este movimento nacional de massas, que se diz “horizontal” de uma direção centralizada é o único caminho para a vitória e o consequente atendimento das reivindicações. 

A via mais curta para a derrota é reproduzir no Brasil as “experiências” dos “Indignados” do estado Espanhol ou do “Occupy” em New York, onde a tônica do apartidarismo foi a via de entrada da direita no movimento.

 

Apesar de nossas profundas divergências com a trajetória oportunista do PCR, desde a LBI prestamos nossa solidariedade ativa com seus militantes, que devem ser defendidos da sanha fascista, por todos os ativistas da vanguarda classista. 
 
Este mesmo método de classe deve ser adotado diante de qualquer organização ou coletivo de militantes de esquerda perseguidos pelo Estado burguês ou grupos nazifascistas, sem que esta ação signifique a formação de qualquer bloco ou frente reformista com estes setores.

 

Passe livre ja!